sexta-feira, julho 27, 2007
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Ramos Horta ameaça demissão
Instabilidade política em Timor-Leste
Setembro de 2006
A instabilidade mantém-se em Timor-Leste quatro meses depois do envio das forças policiais e militares de Portugal, Austrália, Malásia e Nova Zelândia que puseram fim aos conflitos registados em Abril e Maio. Perante este clima, o primeiro-ministro timorense empossado há apenas dois meses, José Ramos Horta, ameaçou quarta-feira demitir-se, acusando “ todos aqueles que em vez de contribuírem para estabilizar, continuam a desestabilizar as instituições do Estado".
Em declarações à Lusa, após ter presidido à cerimónia de transferência de poderes da polícia internacional, UNOTIL, para as forças policiais enquadradas nas Nações Unidas, UNPOL, Ramos Horta escusou-se a identificar os responsáveis pelos distúrbios. O primeiro-ministro timorense comprometeu-se, contudo, a tornar públicos os nomes destes, no momento certo.
Dos 1608 polícias estrangeiros previstos para a UNPOL, 550 já se encontram em Timor-Leste, esperando-se a chegada dos restantes 1058 efectivos até ao final de 2006. O comandante desta força, o português Antero Lopes, assegurou à Lusa após a cerimónia de transferência de poderes que "vamos ter os 1.608 polícias autorizados pelas Nações Unidas, de várias nacionalidades, e cerca de 3 mil agentes da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) a trabalhar em conjunto".
A Frente Nacional para a Justiça e Paz (FNJP), liderada por Alves Tara, ex-major das forças armadas timorenses, organizou terça-feira um encontro em Gleno, 50 quilómetros a sul de Díli, para preparar novas manifestações para pressionar a demissão do governo, caso este e o parlamento não efectuem reformas no sistema judicial e preparem legalmente as eleições legislativas e presidenciais previstas para Abril ou Maio de 2007.
A Comissão Independente de Investigação da ONU, presidida pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, criada para averiguar os responsáveis e todos os factos relativos aos confrontos de Abril e Maio, deverá entregar o relatório final a 7 de Outubro. Neste relatório vai constar, segundo Sérgio Pinheiro, os nomes dos responsáveis e recomendar acções judiciais contra estes, a serem instauradas pelos órgãos competentes de Timor-Leste.
Os confrontos de 28 e 29 de Abril deveram-se à intervenção das forças armadas timorenses, enviadas pelo então primeiro-ministro Mari Alkatiri, para conter uma manifestação dinamizada por ex-militares, suplantando a Polícia Nacional timorense. Entre 23 e 25 de Maio, registaram-se na zona de Dìli combates entre as forças armadas e militares sublevados. Deste período de confronto resultaram cerca de 30 mortos e 160 mil deslocados internos e a demissão de Mari Alkatiri. Encontram-se ainda cerca de 80 mil timorenses em campos de acolhimento, apoiados pelas agências das Nações Unidas, distribuídos pela capital.
Apesar do clima de instabilidade, existem alguns sinais de esperança. O ano lectivo de 2005/2006 recomeçou na segunda-feira, contanto com a presença de 117 portugueses. Este ano lectivo tinha sido suspenso em Junho devido aos confrontos, estando agora programado um período de conclusão de programas e de preparação para os exames nacionais. O Ministério da Educação e Cultura de Timor-Leste pretende, deste modo, que seja possível começar o presente ano lectivo (2006/2007) no início de Novembro. Para a ministra da tutela, Rosália Corte-Real, "o apoio que a Cooperação Portuguesa nos tem prestado desde a recuperação da nossa independência é de um valor inestimável".
Post Scriptum: Esta noticia foi elaborada no âmbito do Atelier de Imprensa do CENJOR
Luso-canadianos continuam pouco canadianos
Setembro de 2006
Passados 50 anos da chegada dos primeiros emigrantes portugueses ao Canadá, os luso-canadianos continuam a sentir a diferença de tratamento relativamente aos nativos e aos restantes grupos étnico-culturais. Até 31 de Dezembro, os emigrantes com residência permanente no Canadá deverão requerer o Cartão de Residente, servindo este como documento de identificação para a reentrada no Canadá. Ao mesmo tempo, não se encontra nenhum luso-canadiano no grupo de 21 pessoas que integram o conselho consultivo criado pelo novo presidente da câmara de Toronto.
As comemorações do cinquentenário da chegada dos portugueses ao Canadá terminam este sábado. Neste dia será celebrada uma missa, em português, naquela que foi a primeira igreja dos luso-canadianos, a Igreja de Santa Maria, em Toronto. Após a missa decorrerá uma recepção que estará aberta a toda a comunidade. Foram convidados, para esta celebração, o cônsul-geral de Portugal em Toronto e o presidente da Câmara Municipal de Toronto.
Apesar deste convite e da participação da comunidade lusa na vida da cidade de Toronto durante os últimos cinquenta anos, o novo “mayor” da cidade, David Miller, não convidou nenhum luso-canadiano a participar no conselho consultivo da câmara. Esta posição causou alguma perplexidade nos luso-canadianos pois, apesar de aceitar ser difícil incorporar todos os grupos étnico-culturais num conselho com 21 pessoas, consideram que revela o esquecimento do grande contributo dos luso-canadianos para a cidade. Para Fernando Costa, advogado e residente em Toronto, em declarações à agência Lusa, “a comunidade portuguesa é uma das maiores e mais antigas desta cidade”, estranhando esta opção de David Miller. Adianta ainda que foi um dos apoiantes do “mayor”, acreditando que este iria conduzir uma “governação municipal que não excluísse ninguém”.
Entrando em vigor a 31 de Dezembro, o Cartão de Residente permite, segundo as autoridades, combater as migrações ilegais, permitindo identificar quem já é residente permanente, não sendo cidadão canadiano, à entrada no país. Devido à importância atribuída a este documento, as autoridades canadianas estão a proceder a diversas acções de divulgação e explicação das regras inerentes a este. Os residentes permanentes que estejam no estrangeiro, que não possuam Cartão de Residente e que só regressem depois de 31 de Dezembro, deverão requerer um documento provisório de viagem, tendo que obter o documento oficial logo que possível.
Post Scriptum: Esta noticia foi elaborada no âmbito do Atelier de Imprensa do CENJOR
Nelas e Portalegre: Fábricas encerram até Agosto de 2007
Setembro de 2006
A Johnson Controls anunciou na passada terça-feira o encerramento das unidades fabris de Nelas e de Portalegre, provocando o despedimento de cerca de 650 e 250 operários, respectivamente.
A multinacional norte-americana é um dos principais grupos fornecedores de sistemas interiores, electrónicos e baterias para automóveis. A empresa justificou o fecho de duas das três fábricas em Portugal com “o excesso de produção e pressão nos aumentos de custos”, em comunicado.
O comunicado adianta ainda que a produção de ambas as fábricas deverá ser transferida, “gradualmente”, para outras unidades na Europa.
O comunicado foi tornado público depois de uma reunião com os trabalhadores da fábrica de Portalegre. Os operários da unidade de Nelas foram surpreendidos, ao receberem esta notícia pelos meios de comunicação social.
A multinacional norte-americana é um dos principais grupos fornecedores de sistemas interiores, electrónicos e baterias para automóveis. A empresa justificou o fecho de duas das três fábricas em Portugal com “o excesso de produção e pressão nos aumentos de custos”, em comunicado.
O comunicado adianta ainda que a produção de ambas as fábricas deverá ser transferida, “gradualmente”, para outras unidades na Europa.
O comunicado foi tornado público depois de uma reunião com os trabalhadores da fábrica de Portalegre. Os operários da unidade de Nelas foram surpreendidos, ao receberem esta notícia pelos meios de comunicação social.
Post Scriptum: Esta noticia foi elaborada no âmbito do Atelier de Imprensa do CENJOR
Iraque/Guerra: EUA cumprem ultimato ao Iraque(Síntese)
20-03-2003 03:40:00
Lisboa, 20 mar (Lusa) – Começou o ataque ao Iraque, uma hora e meia depois do fim do prazo dado pelos EUA a Saddam Hussein. Desde as 05:35 iraquianas (02:35 em Lisboa) que os EUA estão a bombardear diversos alvos na zona de Bagdad. Segundo a administração dos EUA, estes bombardeamentos “cirúrgicos” fazem parte de uma operação militar destinada ao desarmamento do Iraque.
Até às 06:36 locais (03:36 em Lisboa) registaram-se três ataques aéreos, não estando ainda confirmados os locais atingidos.
Registou-se apenas um grande incêndio junto do rio Tigre, a sudoeste de Bagdad, podendo ter origem numa refinaria de petróleo (informação por confirmar), segundo a EFE.
Segundo fonte da administração Bush, os ataques começaram depois do serviços secretos dos EUA terem identificado a presença de dirigentes iraquianos nos locais visados pelos bombardeamentos. Esta fonte escusou-se a identificar estes dirigentes, não tendo confirmado o êxito dos ataques “cirúrgicos”.
O presidente dos EUA, George W. Bush, no discurso que fez uma hora depois do início da ofensiva, assegurou que “agora que o conflito começou, a única forma de limitar a sua duração é aplicar uma força decisiva”, justificando a forma massiva como decidiram começá-lo.
Post Scriptum: Esta noticia (no genero da Lusa) foi elaborada no âmbito do Atelier de Imprensa do CENJOR
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